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Orquídeas que ultrapassam décadas contam história em exposição em Chapecó

No centenário de Chapecó, orquídeas que ultrapassam gerações e décadas vão contar histórias na nona exposição, que ocorre de 18 a 20 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. O evento é realizado pela Associação Orquidófila de Chapecó – ASSOC e deve receber este ano mais de 10 mil visitantes.

Entre tantas histórias estará a de Adriana Ignez. A dona de casa divide os cuidados diários com as mais de 200 plantas que cultiva no quintal, mas uma delas tem um significado especial. A Paphiopedilum, uma espécie de orquídea que chama atenção pelo formato de sua flor em formato de saco, é a favorita de Adriana. A planta foi deixada pela avó, que faleceu há alguns anos. Adriana conta que a planta já está na família há mais de 50 anos e carrega com ela a lembrança da avó. “Todos os dias converso com ela, como se estivesse falando com a minha avó”, conta. A planta flori todos os anos ao todo mais de 20 hastes e dela, Adriana já retirou diversas mudas que foram dadas para os familiares cultivarem da mesma lembrança.

Outro apaixonado pelo cultivo e que espera a floração da favorita, entre as mais de 5 mil plantas que possui no orquidário, em Campinas do Sul (RS), é o microempresário Carlos Brondane. A queridinha do cultivador já está completando seus 15 anos de floração. A paixão pelas orquídeas começou em uma pescaria, onde ele encontrou no meio do mato, pendurada em um caule a primeira planta. Depois de participar de algumas exposições em Chapecó, ele decidiu se associar a ASSOC e a partir daí incrementar o cultivo tornando o orquidário da família mais uma herança da família. “É viciante, o bem que o cultivo faz para o corpo e a mente não tem nada no mundo que pague”, diz.

Para a costureira Ivete Madri, as orquídeas superam a ausência do esposo que faleceu há dois anos. “É gratificante acordar, olhar para fora, ver todas elas sorrindo e dizer ‘Bom dia minhas meninas'”, conta. A primeira planta foi um presente do irmão do esposo, que na época ainda era vivo, nesse período os dois cultivavam juntos a planta. “Hoje ela é a minha maior lembrança dele”, diz. Ivete cultiva orquídeas há mais de 10 anos, hoje já são mais de 100 plantas no orquidário da costureira, e todas carregam um sentimento especial.

Segredos da longevidade das plantas

Para leigos cuidar de orquídeas é um desafio e manter a planta, que floresce apenas uma vez ao ano, durante os 365 dias parece ser um teste de paciência. Longe de ser um bicho de sete cabeças, cultivar orquídeas é algo simples, que requer um pouco de tempo e muito amor.

O primeiro segredo sobre o cultivo de orquídeas é saber do que a planta precisa para viver. A água e a luz do sol são essenciais, mas não podem ser em excesso. Os membros da ASSOC explicam que o ideal é regar a planta sempre eu o substrato estiver seco, além disso, é importante utilizar inseticidas e fazer a adubação tradicional. “Cada espécie de orquídea tem cuidados especiais, mas todas precisam de luz, água, temperatura e nutrientes”, explica a primeira secretária da ASSOC, Terezinha Bedin.